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    Mercado de escritórios pode elevar aluguéis até 2028

    Menor oferta de imóveis em SP e RJ pode pressionar locações nos próximos anos, diz executivo

    Por ClubeFII
    segunda-feira, 6 de julho de 2026 Atualizado 3 horas atrás

    A redução da oferta de novos escritórios nos próximos anos em São Paulo e no Rio de Janeiro poderá pressionar os valores de locação e influenciar os rendimentos de fundos imobiliários (FIIs) com exposição ao segmento. A avaliação foi apresentada pelo CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro, durante entrevista ao Clube FII. "A gente já está vendo os valores de valores média de locação subindo para caramba, e vão subir mais", acredita. Clique aqui e assista na íntegra.

     

    Mercado de escritórios pode elevar aluguéis até 2028
    CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro, participa do Clube FII Entrevista

     

    Na visão do executivo, projetos que deverão ser entregues entre 2027 e 2028 deixaram de ser iniciados durante o período da pandemia, reduzindo o volume de novos empreendimentos disponíveis no mercado. Para ele, a combinação entre menor oferta e demanda tende a elevar os preços das locações. "A gente vai entrar nos próximos dois anos, principalmente 2027, 2028, numa baixa de entrega de novo estoque muito importante. Quando você vai diminuindo a oferta futura, oferta existente com a demanda aquecida, sobe muito o preço. Então é isso que a gente tem que olhar para frente", destaca.

     

    Nicastro afirmou que a média dos valores de locação de escritórios ainda apresenta desempenho inferior à inflação quando considerado todo o mercado. De acordo com ele, o valor médio de locação era de R$ 87 por metro quadrado em 2015 e, se corrigido pelo IPCA, corresponderia atualmente a R$ 143 por metro quadrado. No entanto, a média observada está em R$ 124 por metro quadrado, mas, nos imóveis de classe A+, segundo o executivo, os valores já superam a inflação.

     

    O CEO da SiiLA afirmou que parte do retorno dos investimentos em imóveis corporativos ocorre por meio da valorização dos ativos. Como exemplo, citou a região da Chucri Zaidan, onde, segundo ele, os valores de locação permaneceram próximos de R$ 95 a R$ 110 por metro quadrado ao longo da última década, enquanto os imóveis registraram valorização.

     

    Durante a entrevista, Nicastro também afirmou que fundos imobiliários têm realizado vendas de imóveis para capturar ganhos de capital e manter recursos em caixa em um ambiente de juros elevados, estratégia que, segundo ele, amplia a capacidade de aquisição de ativos. "Manter o dinheiro em caixa em um momento de taxa de juros alta é muito inteligente, porque você faz bons negócios, você compra de pessoas, de empresas que estão alavancadas", ressalta.

     

    Ao comentar transações recentes de imóveis corporativos negociados acima do valor patrimonial, o executivo afirmou que esse movimento tem sido observado principalmente entre fundos com maior disponibilidade de recursos. 

     

    Na opinião de Nicastro, a elevação dos valores de locação deverá ocorrer de forma gradual e variar conforme a região, já que áreas com maior estoque de escritórios tendem a apresentar comportamento diferente de mercados com menor oferta.  "Não é porque a Faria Lima subiu agora e que vai subir de novo. Ela está dando força para a região de Pinheiros, ela está dando força para Rebouças, ela está dando força para Vila Olímpia", pondera.


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