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    Guerras, tecnologia e FIIs: como lidar com ruídos de mercado

    Sidney Angulo destaca por que o investidor deve evitar decisões baseadas em movimentos de curto prazo

    Por ClubeFII
    quinta-feira, 16 de julho de 2026 Atualizado ontem

    A inteligência artificial e os conflitos geopolíticos devem transformar a forma como empresas e investidores atuam, mas não mudam a importância estrutural do mercado imobiliário. Em entrevista ao Clube FII, Sidney Angulo, sócio-diretor do E-business Park, explica por que a tecnologia tende a aumentar a produtividade, enquanto os imóveis seguem essenciais para a economia real e para o patrimônio global. Para ele, embora guerras e avanços tecnológicos provoquem momentos de volatilidade, as decisões de investimento devem continuar baseadas em fundamentos de longo prazo, e não em oscilações provocadas pelo noticiário. Clique aqui e assista na íntegra.

     

    Guerras, tecnologia e FIIs: como lidar com ruídos de mercado
    Rodrigo Cardoso de Castro, sócio-fundador do Clube FII, conversa com Sidney Angulo, sócio-diretor do E-business Park

     

    Ao falar sobre inteligência artificial, Angulo afirma que a tecnologia já se tornou uma parceira de trabalho, capaz de organizar informações, acelerar análises e aumentar a produtividade. Na sua visão, profissionais que incorporarem essas ferramentas ao dia a dia estarão mais preparados para um mercado em constante transformação. Ao mesmo tempo, ele destaca que essa evolução não reduz a importância dos ativos físicos. Pelo contrário: o avanço da IA demanda infraestrutura, como data centers, reforçando a relevância do setor imobiliário.

     

    A conversa também aborda os impactos da geopolítica sobre os mercados. Para Angulo, conflitos internacionais e mudanças no cenário global naturalmente aumentam a volatilidade, mas a capacidade de adaptação da economia e das empresas tende a prevalecer ao longo do tempo. Ele cita a própria evolução tecnológica observada em diferentes setores para defender que grandes transformações costumam gerar novas oportunidades, e não apenas substituir modelos existentes.

     

    Essa lógica, segundo ele, também se aplica aos fundos imobiliários. Em vez de reagir a cada notícia ou evento de curto prazo, o investidor deve concentrar sua análise na qualidade dos ativos, na gestão e nos fundamentos do portfólio. A disciplina para manter uma visão de longo prazo, afirma, continua sendo um dos principais diferenciais para navegar em períodos de maior incerteza. "Buy and hold. Tem que ver se o gestor é bom ou se está com pouca dívida", conclui.

     


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