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    Entrevistas

    FIIs de varejo adaptam portfólios em cenário de juros altos

    Rio Bravo cita farmácias, academias e consolidação como tendências para o segmento

    Por ClubeFII
    quinta-feira, 9 de julho de 2026 Atualizado 4 horas atrás

    Os fundos imobiliários de varejo enfrentam um cenário marcado pelos juros elevados e pelo aumento do endividamento das famílias, que têm reduzido o ritmo do consumo e pressionado parte dos lojistas. Apesar desse contexto, gestores ainda identificam oportunidades em segmentos que seguem expandindo suas operações, como farmácias, academias e empresas ligadas ao bem-estar, afirmou Alexandre Rodrigues, líder da estratégia de varejo e shoppings da Rio Bravo, em entrevista ao Clube FII. Clique aqui e assista na íntegra.

     

    Segundo o executivo, a gestão dos imóveis deve acompanhar as mudanças no mercado e buscar o melhor uso para cada ativo, direcionando o portfólio para operações que mantenham demanda por espaços comerciais. "A gente tem visto cada vez mais o varejo sentindo os efeitos de juros altos por muito tempo. Agora, nós como gestores imobiliários, claro, entendemos o contexto onde estamos, temos esse desafio e precisamos sempre procurar o melhor uso para cada um dos nossos imóveis e a melhor oportunidade para cada um dos imóveis", ressaltou.

     

    Rodrigues afirmou que, embora o consumo seja impactado pelo cenário econômico e pelo nível de endividamento das famílias, alguns segmentos seguem expandindo suas operações e abrindo novas unidades, criando oportunidades para os fundos imobiliários. "Apesar do setor de varejo como um todo ser desafiador, existem vários segmentos que estão crescendo", ponderou.

     

    FIIs de varejo adaptam portfólios em cenário de juros altos
    Alexandre Rodrigues, líder da estratégia de varejo e shoppings da Rio Bravo

     

    RBVA11 realizou novas locações

     

    Como exemplo dessa estratégia, Rodrigues informou que o Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) realizou três locações neste ano. Uma delas foi para a rede de farmácias Panvel, em Curitiba, enquanto outras duas envolveram a Academia Ultra, em imóveis localizados na Avenida Paulista e no centro de São Paulo.

     

    De acordo com o gestor, as operações refletem a busca por setores que continuam ampliando presença no varejo e contribuem para a ocupação do portfólio. "Precisamos construir um portfólio que tenha muita qualidade de localização, precisa ter uma gestão ativa para reciclar o portfólio, vender alguns que saíram da estratégia, reposicionar, ganhar diversificação, crescer, aumentar, ganhar escala e liquidez". Para os próximos anos, a meta da gestão é manter um portfólio de alta qualidade, com ativos bem localizados, encontrar boas oportunidades para venda e locação de ativos..

     

    Consolidação segue no radar

     

    Durante a entrevista, Rodrigues também afirmou que a consolidação entre fundos imobiliários é "uma tendência que veio para ficar" e deve continuar sendo avaliada pela indústria. Segundo ele, a Rio Bravo já realizou incorporações entre fundos sob sua gestão e pode analisar novos movimentos, de acordo com as condições de mercado e as características de cada portfólio. "Avaliamos, assim como fizemos no passado, podemos sim fazer no futuro".

     

    O executivo também destacou diferenças entre o varejo de rua e os shopping centers. Segundo Rodrigues, imóveis de menor valor costumam atrair um número maior de compradores, incluindo investidores individuais, ao contrário dos shopping centers, cujas negociações normalmente envolvem fundos imobiliários ou grandes investidores. Na avaliação do gestor, essa característica amplia as possibilidades de reciclagem do portfólio, permitindo que ativos adquiridos em operações de sale and leaseback possam ser negociados posteriormente de forma individual, conforme as condições de mercado e a estratégia do fundo.


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