Raio-X do BINC11: carteira, dividendos e estratégia do fundo
Carteira diversificada e yield acima da média são destaques de relatório do Clube FII
O fundo de infraestrutura (FI-Infra) Bradesco Investimento em Infraestrutura (BINC11) apresenta distribuição de rendimentos recorrente, carteira diversificada entre setores da economia real e gestão ativa com acesso a operações relevantes de crédito privado. O veículo também se destaca por atuar com foco em estabilidade de dividendos, ausência de eventos de inadimplência desde sua criação e taxa de administração de 0,80% ao ano sem cobrança de performance.
Com dividendos e ganho de capital isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoa física, além de um yield de 16% nos últimos 12 meses finalizados em abril, superior ao registrado no setor, esses e outros pontos foram destacados em um relatório informativo produzido pelo Clube FII, que analisou a estrutura, a carteira e a estratégia do fundo gerido pela Bradesco Asset, braço de gestão de recursos do banco Bradesco. Você pode acessar o Raio-X do BINC por meio deste link.
O FI-Infra contava com cerca de 6,7 mil cotistas em abril (data de referência para o estudo do Raio-X) e apresenta “distribuição mensal desde o início, cota estável em um ano difícil para a classe e uma carteira diversificada, com a chancela de uma das maiores gestoras de crédito do país”, ressalta o Head de Research do Clube FII, Danilo Barbosa.
Composição da carteira
Segundo o estudo, o BINC11 contava em abril com patrimônio líquido de aproximadamente R$ 488 milhões e atuava majoritariamente por meio de debêntures incentivadas de infraestrutura. A carteira de abril era composta por 37 ativos distribuídos em 12 diferentes setores, com destaque para rodovias e saneamento, além de exposição a emissores com diferentes classificações de risco de crédito.
O relatório aponta que a gestão adota uma abordagem ativa na alocação dos recursos, com acompanhamento contínuo das condições de mercado e possibilidade de rotação de ativos no mercado secundário de debêntures. O fundo também mantém parcela de caixa para aproveitar oportunidades em momentos de abertura de spreads.
Estrutura robusta
De acordo com o material, a estrutura de gestão da Bradesco Asset contribui para o acesso a emissões de grande porte e operações restritas a investidores institucionais, ampliando o universo de oportunidades de investimento do fundo.
“Mesmo sendo um fundo ainda pequeno em tamanho, quando comparado a outros fundos do setor, o BINC já nasce dentro de uma operação robusta e consolidada no mercado, se beneficiando dessa estrutura e permitindo ao investidor pessoa física o acesso a ativos muitas vezes disponíveis apenas para investidores institucionais”, ressalta o estudo.
Dividendos e comparação setorial
O fundo possui como objetivo distribuir dividendos entre CDI + 0,5% a 1,0%, tendo distribuído valores mensais dentro ou acima desta meta, conforme levantamento. “Nos 12 meses encerrados em abril de 2026, a distribuição somou R$ 16,40 por cota, um retorno anualizado de 15,68% (CDI + 0,90%), livre de IR para a pessoa física”, esclarece o relatório.

Fonte: Raio-X do BINC11
Na avaliação comparativa com outros FI-Infras, o estudo indica que o BINC11 apresenta distribuição de rendimentos superior ao desempenho médio do setor, além de negociação próxima ao valor patrimonial e menor volatilidade relativa no período analisado. "O fundo aparece na faixa alta de yield e negocia perto do valor patrimonial, enquanto vários pares com yield parecido carregam desvalorização no ano, negociando abaixo do patrimonial”, compara.

Fonte: Raio-X do BINC11
Diferenciais e riscos
O relatório conclui que o fundo combina geração de renda, diversificação e gestão ativa de crédito. “A manutenção de um caixa robusto (12%), aliado a uma gestão ativa no mercado secundário, faz com que o fundo consiga aproveitar oportunidades criadas pelas assimetrias de curto prazo, maximizando o retorno no longo prazo”.
Entre os diferenciais, estão a estabilidade dos dividendos, o valor além do carrego, com a negociação ativa no mercado secundário, a possibilidade de recompra de cotas quando elas estiverem abaixo do valor patrimonial na bolsa e a ausência da taxa de performance.
Ao investir no fundo, entre os riscos envolvidos, estão o risco de crédito, pois um emissor pode atrasar ou deixar de pagar, apesar de o fundo nunca ter registrado calote, além do risco de projeto, considerando que parte da carteira financia concessões novas, e o risco de concentração, mitigado pela diversificação relevante, com nenhum setor passando de 24% e nenhum emissor de 6,1% do patrimônio.
Quer mais informações sobre o BINC11? Confira o Raio X: Tudo o que você precisa saber sobre o Bradesco Investimento em Infraestrutura (BINC11). Além disso, o relatório gerencial de maio está disponível aqui.
AVISO: Este conteúdo e seu relatório possuem caráter 100% educativo e informativo. NÃO é uma recomendação de compra ou venda. Faça sua própria análise antes de investir.