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    Mercado Imobiliário

    Tecnologias vão substituir visitas presenciais a imóveis?

    Realidade aumentada, tours virtuais e eficiência digital estão transformando a busca e a oferta de ativos corporativos

    Por ClubeFII
    segunda-feira, 29 de dezembro de 2025 Atualizado 3 dias atrás

    A evolução das tecnologias imersivas vem transformando a forma como espaços são visualizados e analisados no ambiente digital. Derivada da realidade virtual, a realidade aumentada (RA) permite sobrepor elementos digitais ao mundo real, criando experiências mais precisas e interativas. Longe de ser um conceito futurista, essa tecnologia já faz parte do cotidiano, presente em aplicações amplamente utilizadas, como os filtros do Instagram e do Snapchat, que combinam elementos virtuais à imagem real em tempo real.


    No mercado imobiliário comercial, esse mesmo princípio passou a ser aplicado de maneira prática por meio dos tours virtuais 360°, que ganharam escala como ferramenta estratégica de apoio à tomada de decisão. A tecnologia permite analisar de forma remota o layout, circulação, volumetria e potencial de ocupação de um imóvel, levantando uma questão recorrente no setor: as experiências imersivas podem substituir o encontro presencial?


    É justamente nessa fase inicial da jornada que soluções tecnológicas desempenham um papel decisivo. Desde o seu lançamento, o SPOT, plataforma de imóveis comerciais da SiiLA, incorporou os tours virtuais como parte central da experiência de busca e oferta de ativos. Na prática, a ferramenta oferece ao usuário uma leitura mais clara do espaço em análise, ajudando a avaliar se o imóvel atende ao perfil desejado antes do deslocamento físico. O resultado é um processo mais ágil e eficiente tanto para quem busca quanto para quem oferta imóveis comerciais.


    Substitui ou não?


    A análise do mercado indica que as experiências virtuais atuam de forma complementar ao funil comercial, sem eliminar completamente as visitas tradicionais. "Para clientes que irão utilizar o imóvel para uso próprio, a visita presencial é fundamental. As pessoas precisam se sentir confortáveis no espaço, tocar as paredes e perceber detalhes que não aparecem totalmente em uma experiência virtual. Já para investidores, muitas vezes a visita virtual, associada a uma boa oferta, pode ser suficiente." fala Thiago Graciano, sócio da Ponto 360°, empresa que atua com criação de tour virtual 360° para imóveis, Matterport 3D, experiência com Óculos VR, entre outros.


    Ainda assim, há entraves para uma substituição total do modelo presencial. "Existe a insegurança de a imagem não retratar fielmente a realidade, já que pode ser manipulada. Além disso, o brasileiro tem a cultura de 'tocar o tijolo'. Para determinados públicos, a visita presencial continua sendo uma etapa primordial", completa.

     

    Como a tecnologia apoia o CRE


    "Ao trazer os tours virtuais de forma estruturada para o SPOT, percebemos rapidamente o impacto na dinâmica do mercado imobiliário comercial. A tecnologia ajuda quem está buscando a entender melhor o espaço antes da visita física e, ao mesmo tempo, apoia quem está ofertando o imóvel a qualificar a demanda. O resultado é um processo mais ágil, com menos visitas improdutivas e decisões mais eficientes ao longo de toda a jornada", explica Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, empresa que oferece o SPOT nos principais mercado da América Latina. Mesmo sem substituir a visita física, o tour virtual exerce um papel estratégico na fase de prospecção e qualificação de interessados. "A principal função da experiência virtual no mercado imobiliário é gerar ganho de escala e qualificar o interessado, reduzindo visitas improdutivas a imóveis que o cliente já descartou virtualmente. A ideia é que a visita presencial aconteça apenas depois da visita virtual", comenta Graciano.


    Maturidade do mercado e o papel da realidade imersiva no CRE


    O nível de adoção dessas tecnologias ainda varia conforme o perfil do ativo e do público, mas a tendência é clara. "O uso dessas soluções já está maduro nos lançamentos imobiliários residenciais e avança no alto padrão, enquanto o mercado geral ainda enfrenta barreiras de custo e definição sobre quem deve investir. No médio prazo, a realidade imersiva não substitui etapas, mas acelera todo o processo no CRE, desde a concepção do projeto até a divulgação e a transação do imóvel", conclui Graciano.


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