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    Trocar FIIs com frequência pode prejudicar retorno?

    Investidor André Bacci afirma que mudanças bruscas de posição tendem a gerar decisões equivocadas

    Por ClubeFII
    quarta-feira, 20 de maio de 2026 Atualizado 3 semanas atrás

    Trocas frequentes de Fundos Imobiliários (FIIs) podem aumentar o chamado “custo do erro” e prejudicar a consistência dos resultados das carteiras, segundo avaliação do investidor André Bacci. Durante entrevista ao Clube FII Entrevista, disponível no YouTube, Bacci afirmou que mudanças bruscas de posição, principalmente motivadas por notícias de curto prazo, tendem a gerar decisões equivocadas e perdas para investidores. 

     

    Segundo ele, investidores que substituem toda a carteira de uma vez ficam mais expostos a erros de avaliação. Na entrevista, Bacci afirmou que alterações graduais costumam apresentar resultados mais consistentes ao longo do tempo, enquanto movimentações recorrentes podem consumir patrimônio com decisões erradas e custos de troca. “Tem que ser devagar. Porque senão o custo do erro transforma a sua carteira num sabonete. Você mexe, mexe, mexe e quando você vê não sobrou nada. É tão simples quanto isso”, alerta o investidor.

     

    Trocar FIIs com frequência pode prejudicar retorno?
    Investidor André Bacci participa do Clube FII Entrevista, apresentado por Danilo Barbosa e Felipe Ribeiro, sócios do Clube FII

     

    FIIs antigos x novos

     

    Ao comentar o mercado de FIIs, o investidor também destacou que fundos mais antigos tendem a apresentar histórico mais consistente quando comparados a veículos recentes. Na visão de Bacci, esses fundos acumulam não apenas histórico de desempenho, mas também histórico de sobrevivência em diferentes ciclos econômicos e do mercado imobiliário listado. Segundo ele, FIIs antigos passaram por períodos de juros elevados, crises e mudanças estruturais na indústria, o que permite avaliar de forma mais ampla a capacidade de adaptação dos gestores e dos ativos.

     

    Durante a conversa, Bacci afirmou ainda que fundos recentes apresentam taxa maior de insucesso, seja por desempenho abaixo do esperado ou por dificuldades de continuidade operacional nos primeiros anos. “O listado tem sobrevivência. O fundo muito antigo e pequeno tem história”, destacou. “Perder dinheiro se torna comum em fundo recente, ainda mais em fundo de euforia”, comparou.

     

    Consolidação de fundos

     

    A entrevista também abordou fusões entre fundos, trocas de gestão e o processo de consolidação da indústria de fundos imobiliários. André Bacci afirmou que parte dos movimentos ocorre após insatisfação de cotistas com determinadas gestoras, enquanto fundos menores e recentes acabam incorporados por estruturas maiores para garantir continuidade operacional. O investidor avaliou esse cenário como neutro em alguns casos, mas disse ver com preocupação a incorporação de grandes fundos por outros grandes, por considerar que isso reduz a diversidade do mercado. "Como você vai saber o que é bom se você não tem o ruim no mercado? Seria bom que tudo fosse bom? Seria. Mas isso sempre distorce a percepção. Então, fundo grande sendo englobado por fundo grande, para mim, é triste".


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