Investidor de FIIs amplia carteira e mira aposentadoria
Pesquisa do Clube FII, Tree e Brain mostra que renda mensal segue como principal objetivo dos investidores
A maior parte dos investidores em Fundos Imobiliários (FIIs) no Brasil são homens, residentes do estado de São Paulo (SP), que administram a própria carteira e que consideram esses ativos como alternativa de renda mensal para a aposentadoria. Em média, cada investidor possui 18 FIIs na carteira e destina 43% dos valores disponíveis para alocação nos FIIs. Além disso, a maioria investe em FIIs há mais de 5 anos (60%), com parcela relevante também entre 3 e 5 anos (25%), sendo o principal canal de descoberta sites na internet. Os insights foram relevados em estudo do Clube FII, Brain Inteligência Estratégica e Tree Inteligência Financeira, após pesquisa elaborada em Junho de 2026, com questões abertas e fechadas aplicadas de forma online com 208 investidores com idade acima de 21 anos.
“Em 2019, teve uma grande leva de novos investidores, então a pesquisa mostra um nível de permanência bastante elevado. Acredito que, ao longo dos próximos anos, o percentual que investe acima de 5 anos deve ser ainda superior a 60%”, ressaltou Rodrigo Cardoso, sócio-fundador do Clube FII, durante apresentação desse e outros insights do estudo em evento do GRI.
A percepção é de que o investidor também está mais sofisticado, ao compor uma carteira com maior número de FIIs. Em 2020, a média era de 9,7 FIIs, saltando para 17,9, um aumento de 84,5% no período. “Isso é curioso, tendo em vista que estamos observando um processo de consolidação do mercado, com fundos grandes incorporando fundos menores, mas ainda assim aumentando cada vez mais a diversificação, estamos em cerca de quase 18 fundos por usuário”, completou Cardoso.
Perfil de risco, acompanhamento e motivações
Os dados relevam que a maior parte dos investidores em FIIs se considera de perfil moderado (56%), com arrojado (35%) aparecendo na sequência. O perfil conservador (9%) foi o menos destacado. Entre as profissões dos entrevistados, a mais citada foi aposentado (22%), além de engenheiro (15%), TI e programação (8%), servidor público (7%) e administração (7%). A frequência de acompanhamento é constante, sendo diariamente (56%) a mais mencionada. O acompanhamento semanal (29%) vem em seguida, antes de mensal ou trimestral (15%).
Entre as principais motivações para investir em FIIs, sendo possível mais de uma alternativa, o recebimento de renda mensal (94%) é um dos impulsionadores do mercado, assim como a isenção de imposto de renda nos dividendos (77%). Além disso, outros investidores mencionaram a possibilidade de investir em imóveis sem a aquisição física (52%). A diversificação (36%) e a valorização da cota (11%) foram as motivações menos ressaltadas pelos entrevistados. Considerando os principais tipos de FIIs investidos, os entrevistados apontaram principalmente fundos de recebíveis (67%), galpões logísticos (66%), híbridos (57%), shoppings (55%) e lajes corporativas (52%).
Investimento em imóveis físicos e outras formas de alocação
Quando questionados se investiam em imóveis físicos, parcela relevante (36%) afirmou que sim. Os segmentos residenciais (56%) lideraram o ranking, seguidos dos investidores que investem tanto em residenciais quanto comerciais (22%). O investimento somente em imóveis comerciais aparece na sequência (18%), mas o investimento em lotes e terrenos foi menos frequente (4%).
Além disso, ao responderem o questionário a respeito de outras formas de alocação, a renda fixa foi a campeã de menções (76%). Outros investimentos citados foram ações (61%), Fiagros (50%), FI-Infra (49%), ETF (41%), Multimercado (31%), Criptomoedas (24%) e Câmbio (7%).
As perspectivas para o mercado de FIIs para este ano foram principalmente de estabilidade (39%) e crescimento (33%), com retração (21%) esperada por parcela menor, enquanto outros (7%) não souberam responder.
Acesse a pesquisa na íntegra e confira todos os dados sobre o perfil do investidor de FIIs.