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    Operações oferecem credito turbinado, explica RBR Asset

    Bruno Nardo, da RBR Asset, detalha como o RBRX11 combina crédito, tijolo e desenvolvimento em sua tese

    Por ClubeFII
    sexta-feira, 28 de novembro de 2025 Atualizado ontem

    Potencializar a capacidade de cada gestor é resultado da evolução dos fundos de fundos (FOFs) para veículos mais flexíveis, conhecidos como multiestratégia, sendo este tema o central de entrevista com Bruno Nardo, sócio e gestor da RBR Asset. Ele detalhou a tese de investimento do RBRX11, fundo que se propõe a explorar diversas classes de ativos para potencializar os retornos dos cotistas. Você pode assistir ao vídeo completo disponível no canal do Clube FII no YouTube clicando aqui clicando aqui.

     

    Operações oferecem credito turbinado, explica RBR Asset
    Bruno Nardo, gestor da RBR Asset, detalha a estratégia do fundo RBRX11

     

    Nardo explicou que o conceito multiestratégia permite ao gestor ir além da simples compra de cotas de outros FIIs, podendo investir diretamente em CRIs, ativos imobiliários como shoppings e, principalmente, em projetos de desenvolvimento. Atualmente, o RBRX11 possui uma carteira com cerca de 60% em crédito (papel) e 40% em tijolo. Segundo o gestor, essa divisão depende do ciclo de mercado e da capacidade de originação de novas oportunidades. O Clube FII oferece acesso a dados detalhados da carteira, cotação e indicadores do RBRX11. Você pode encontrar todas essas informações na página oficial do RBRX11 no Clube FII.

     

    'Crédito turbinado'

     

    Um dos grandes diferenciais do fundo, segundo Nardo, são as operações de desenvolvimento que ele classifica como "mezanino" ou "crédito turbinado". Nessas operações, o RBRX11 entra como um sócio do incorporador, mas com uma estrutura que prioriza o retorno do seu capital, mitigando riscos. "A gente busca retornos entre IPCA +15% até IPCA +20%", afirmou, contrastando com os retornos de IPCA +10% a 12% de um CRI tradicional. Ele destacou a expertise da RBR no setor, com um histórico de 11 anos e mais de 50 projetos de desenvolvimento investidos sem nenhum prejuízo.

     

    Questionado sobre as oportunidades atuais no mercado, Nardo apontou o setor de crédito como uma posição relevante e consistente. Além disso, destacou a resiliência do setor de shoppings, que apresentou crescimento real de receita desde a pré-pandemia, e o bom momento do setor logístico, com alta ocupação e aluguéis em ascensão. O gestor também mencionou que o fundo pode, taticamente, investir em ações de empresas do setor, como a Allos, aproveitando distorções de preço entre a bolsa e o mercado de FIIs.

     

    Fusão do RBRX11 com o RBRF

    Outro ponto crucial foi a recente fusão do RBRX11 com o RBRF, o FOF mais antigo da casa. A operação transformou o RBRX11 em um fundo com patrimônio bilionário, o que, segundo Nardo, aumenta a liquidez da cota e a atratividade do veículo para os investidores. "A nossa tentativa é ter o melhor dos dois cenários: ter um fundo grande, líquido e gerando um bom fluxo de caixa", disse.

     

    Para o futuro, a estratégia do RBRX11 se concentrará em três pilares principais: uma base sólida em crédito, investimentos em ativos premium de tijolo (como os shoppings Eldorado e Pátio Higienópolis) e as operações de desenvolvimento mezanino. As posições em FIIs listados, que antes eram o foco do RBRF, passarão a ser utilizadas de forma mais tática, aproveitando momentos de estresse e descontos exagerados no mercado.


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